Antiguidade Clássica - Grécia e Roma
O berço da Grécia foi a ilha de Creta, de uma integração entre Micenas e Creta. Por volta de 1.700 a . C. chegaram os Jônicos e Eólios, que se juntaram pacificamente aos anteriores. Os cretenses dominavam todo o mar Egeu, mas foram superados em força e ciência pelos Gregos, que destruíram Creta em 1.400 a . C. tornando-se Micenas, a cidade maior e mais influente. Por volta de 1.200 a . C. os Dórios chegam à Grécia, é um povo hábil e guerreiro. Arrasando suas cidades. Com medo de guerras e invasões, os gregos fogem e criam no campo pequenos núcleos de povoamento, que darão origem às cidades-estado. Assim, o povo grego é formado por Aqueus, Cretenses, Jônios, Eólios e Dórios. Esta época de lutas é chamada pré-homérica (referência à Homero maior poeta da época posterior).
I - Época Homérica
Homero foi o maior poeta desse período, é autor de Odisseia e Ilíada, dois poemas épicos, verdadeiros documentos históricos. A Ilíada conta a história da Guerra de Troia com o famoso cavalo de madeira e seu herói Aquiles. A Odisseia descreve as aventuras de Ulisses de volta ao seu reino, passando por várias cidades gregas.
A arte continua pertencendo à elite, tais como nobres, reis, governantes e militares. A poesia é a de maior importância, direcionada ao público culto. A arte popular por não ser escrita, não chegou ao nosso tempo. Os textos recitados eram longos e por sua vez atraía a atenção de todos. A cerâmica é a arte mais comum entre os gregos desse período. Os motivos decorativos são geométricos, lembrando os desenhos de tribos neolíticas. Na arquitetura predomina o uso da madeira, e não tem caráter monumental - não há conhecimento da existência de templos, ou palácios dessa época.
II - A Época Arcaica
Politicamente esse período traz tranqüilidade, o que estimula o comércio e enriquecimento das cidades. As maiores revoluções na arte, na cultura e na política se dão nesse período. As maiores cidades são Esparta e Atenas, que por serem rivais prejudicarão toda a Grécia. A primeira se destaca por seu militarismo e belicosidade, a segunda, Atenas, se destaca pelas artes.
Resplandece a escultura grega em escala natural e monumental, retratando predominantemente o corpo humano. Os gregos admiram o corpo humano, sobretudo o masculino. Por volta de 776 a . C. ( ainda no período homérico), os gregos criam os Jogos Olímpicos, com a intenção de cultuarem o corpo humano e incentivar os jovens ao mesmo. Os vencedores eram tratados como heróis abençoados por deuses. A força, destreza, virilidade e beleza corpórea são as qualidades que os gregos irão transpor para suas esculturas.
- Kouros - São esculturas do corpo masculino. Representados nus, homenageiam vencedores dos jogos olímpicos.
- Kora - São esculturas do corpo feminino. Representadas vestidas.
- Kore - São as primeiras esculturas de vulto redondo em pé (no tamanho natural) representando o corpo humano. São talhadas em pedra, técnica que aprenderam com os Egípcios, daí a semelhança de estilo. Essas estatuas são comuns, e as cidades eram repletas delas, uma vez que anualmente realizavam-se os jogos. Só os nobres participavam dos jogos, pois preparar o atleta era empreendimento caro. A aristocracia desse período vê a vida como um jogo, que deverá ser vencido pelo melhor, adoram heróis e cultuam a masculinidade. Só essa classe pode dedicar seu tempo ao preparo físico e pagar artistas para eternizá-los.
A mudança radical que observamos é a autonomia do artista, que deixa de ser um empregado da religião como na cultura dos povos anteriores. Os artistas aceitam encomendas de quem pode pagá-los. Assim, a arte retrata a vida humana. Com essa autonomia até o modelo egípcio começa a cair e a escultura caminha para o estilo naturalista. Mas diferentemente que o naturalismo na pré-história, tem o corpo humano como tema central. A arte também para de exercer uma função e evidencia o mero prazer estético. A arte é o objetivo. Os gregos introduzem a ideia de arte pura e arte pela arte. É aí também, que vemos nascer o conceito de Belo.
A arquitetura assume um destaque com dois estilos rigorosos, ou ordens, que predominam na construção dos edifícios, são os estilos Dórico e Jônico. Dórico - Mais rude e pesado; Jônico - Mais elegante e refinado.
Em um templo grego, todo elemento será nomeado, tudo será planejado em busca do equilíbrio e harmonias, que serão fruto de uma ordem perfeita. Mais tarde será introduzido outro estilo, ainda mais refinado e preferido pelos romanos, o estilo Corintio.
III - Época Clássica

Na Grécia o estilo clássico é definido como equilíbrio de forças. Ao mesmo tempo que a escultura procura copiar fielmente o real, nota-se o esforço de adequá-lo a determinadas normas. Assim, Policleto, famoso escultor desse período canoniza o modelo do corpo humano perfeito e belo: tomando a cabeça como medida padrão, o corpo harmonioso tem por volta de 7 ½ (sete e meia) cabeças de altura, por 2 ½ ( duas e meia) cabeças de largura. Até hoje essa fórmula é usada para dar a impressão de beleza. Aos poucos a arte grega passa de naturalista para idealista, em busca do belo. Vamos perceber que o termo clássico se refere ao 'equilíbrio de forças' interiores e exteriores ao artista e à sua época, ou seja, luta entre a ideia e a obra. Entre o expressar e fazer, é portanto, fácil tender para o disfarce e o sentimental. Os escultores mais famosos são: Míron - Discóbolo, bronze, cerca de 450 a . C.; Policleto - Doríforo; Fídias - decoração escultórica do Panthenon (Templo Dórico em Atenas).
IV - Fase Helenística
Foram as rivalidades internas entre Esparta e Atenas que deixam a Grécia vulnerável aos invasores. Em 338 a . C. Felipe II, rei da Macedônia, domina a Grécia. Como fora criado em Tebas conhecia as fraquezas desse povo. Quando houve a ameça de invasão Persa, Felipe II reúne os Gregos para lutarem contra o inimigo asiático. Foi assassinado por uma conspiração entre os nobres, sua mulher e o próprio filho, Alexandre Magno. Alexandre fora educado por Aristóteles, ao assumir o trono manda matar os irmãos em um banquete. Ele conquista a Pérsia e o Egito, formando o primeiro grande Império da história, abrindo o precedente para o império romano. Isso faz com que o Período Helenístico seja a fusão de três importantes culturas: Grega, Persa e Egípcia.
A arte Helenística é marcada pela universalidade e influências múltiplas, resultantes da integração do Império de Alexandre com o povo dominado. Essa arte expressa inquietação e sentimentos violentos, como drama e tragédia. As estátuas ganham movimento e os rostos antes inexpressivos, refletem toda a espécie de emoções interiores. Aumentam as representações de mulheres. O ideal clássico fica um pouco de lado, dando espaço para o naturalismo irracional, de grande impacto psicológico. O detalhismo minucioso, o luxo e a preciosidade se destacam. Chamamos essa fase de barroco grego.
Tenham a curiosidade de pesquisar a mitologia desse povo. Seus deuses são extremamente humanos, amam, odeiam, promovem o bem e o mal de acordo com seus interesses. Se relacionam normalmente com os mortais, conversam através de oráculos, que funcionam como um 'telefone' entre mortais e deuses. Escolhem os que serão seus protegidos, dentre heróis e entre os mortais.