O título da obra: "D'oú venons nous" de Paul Gauguin, pintor francês que viveu entre os anos de 1848-1903, mostra uma oposição cultural entre o conceito cientificista neoclássico europeu, onde: 'Quem somos? De onde viemos? Para onde vamos?' se justificaria exclusivamente na preservação do patrimônio cultural greco-romano em detrimento à culturas consideradas menos evoluídas, no caso 'primitivas', cuja integração ao ambiente e conseqüentemente ao patrimônio natural e ambiental fascinaram alguns artistas desde o final do séc. XVIII. Alguns movimentos artísticos receberão esta influência do culto ao homem natural, também aqui no Brasil. Este foi um dentre tantos questionamentos que nos apontarão os artistas dos séculos XIX e XX. Gauguin vai para o Taiti, abandona a vida cultural em Paris e nos deixa não só uma obra maravilhosa, mas uma história de vida nada comum. E no entanto, seria ingenuidade nos limitarmos a codificar obras de artes, apenas pela história do artista ou da história da sociedade na época da obra.
Os elementos visuais, materiais e técnicas, que o artista utiliza; o modo como os dispõe, a escolha destes elementos, fazem parte de uma questão essencial nas artes e nas ciências_ o princípio da representação. Seja de um mundo, universo, experiência ou conteúdo, nas artes chamamos de 'pesquisa estética'. Toda abstração humana, precisa virar sinal, e como efetuar essa tarefa da forma mais eficiente?
Assim, o fato de que para entendermos E=MC² pressupõe um conhecimento anterior, o mesmo se dá com a Arte. O fato de sua representação ser visual, carregada de elementos perceptivos, não quer dizer que seja mais fácil, ou que não exigiria um conhecimento anterior, ou sequer maior atenção. É bem verdade que a intuição, ou a forma empírica de apreensão da obra de arte, ocorra em alguns tipos de pessoas com certo sucesso, mas não é a regra por que seguimos no ato perceptivo. Com certeza, Einstein intuiu muito de suas hipóteses, até configurá-las como fórmulas passíveis de comprovação. Se 'De gênio e de louco todos nós temos um pouco' como diz a sabedoria popular, diria que somos todos artistas, pois só a arte e o velar os mortos nos diferencia dos outros animais.
Experimente a possibilidade de ampliar seus conhecimentos nas Artes, suas teses e antíteses, mas principalmente, se deixe levar por momentos de pura intuição e criatividade diante dela. A Arte começa dentro de você.
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