HISTÓRIA DA ARTE -

Goya, Davi e o Gigante
Ao lado vemos 'O gigante' pintado por Goya em 1818. É impressionante que mesmo um gigante possa se sentar tão ''cabisbaixo'' como qualquer mortal, diante do lado obscuro da vida. Talvez, o gigante pressentisse o risco de desafiar a fé de um povo e suas leis, talvez se entediasse com a falta de desafios e, a solidão...
Goya foi um gigante em sua Arte, e assistiu perplexo e impotente à crueldade e injustiças a sua volta, usou sua arte para denunciar seu tempo. Davi vai usar uma funda e fará cair o gigante, e se tornará um dos reis mais importantes de Israel. Ambos, como nós, pequenos e mortais, que nos afligimos com a desproporção que nos separa do desconhecido, reis e heróis em nossas histórias pessoais. E ainda que tivéssemos o tamanho surreal dos gigantes, não diminuiríamos em nada nossas angústias e expectativas. Mas o que nos estimula ou conforma na eterna busca de um sentido para a vida é justamente a superação dos desafios, esse encontro consigo mesmo e essa força misteriosa que nos preenche.
A Arte aqui, neste espaço, será mostrada muito além de uma linguagem, de forma ainda que resumida, será abordada como Ciência. A Ciência dos homens que sobrepujam a dimensão: Tempo. Dos que seguem deixando seus sinais como faróis para os que virão. Daqueles que acreditam na Vida, mas se angustiam ora com a sua brevidade, ora com sua falta de sentido. É na verdade mais que uma ciência, uma inteligência própria do ser humano que abrange todas as demais e o leva para além de si mesmo e de toda a circunstância.
Se há quem celebre sua morte, sinto informá-los que, de todas as ciências esta se assemelha à Alma, é a 'Alma da Humanidade'. Ainda que o homem desapareça, e seja o conceito de eternidade, finito... A Arte terá seguido seu destino, de ir além de seu tempo, guardando nossos sinais. Haverão surpresas, tais como perceber o quanto somos primitivos, guardando pontos-de-vista medievais, e até nossas crises, por mais modernas e contemporâneas que possam nos parecer, têm suas origens em uma possível limitada visão neoclássica que estrutura a Cultura Ocidental. Espero que gostem. Estarei fazendo o meu melhor para mantê-lo atualizado! :-) Entrem em contato, toda sugestão, crítica e apoio serão bem vindos.
Magda G. Abreu